sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Genealogia

Das velhas notações, de tempos fenecidos,
Copio, com carinho, o que me foi legado
Por irmãos, pais, avós, tios e primos queridos,
Dos quais nada mais há que um retrato apagado.

Se, automaticamente, os dedos vão e vêm,
O pensamento não: esse voa em vertigem,
Ao sabor do que diz uma data que alguém
Rabiscou, sem saber, que eram marcas, origem,

Para a gente lembrar fatos, coisas, lugares...
“E os rostos, bom Jesus?! E os sóis? E os luares?
E a fogueira no chão da cozinha de terra?...”

E os dedos vão e vêm... E o pensamento erra
Pelo tempo que foi e que volta na idade
Com sabor de canção, nos braços da saudade!.


Sorocaba, 27 de agosto de 1.976.        


Afonso Celso de Oliveira 

Copiei esta poesia do site Genealogia Home Page de Marta Amato. Pesquisei bastante a internet na esperança de encontrar detalhes sobre o autor, mas, não encontrei nada. Foi a primeira vez que vi este soneto e gostei muito dele.        

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